Pra algumas pessoas o trabalho de parto existe de dois jeitos : aquele q vai lá corta a barriga e sai o nenê e aquele em que algumas horas a mulher sente as dores faz força e o nenê sai.
Nem sempre é assim! O seu corpo nesse período te dá sinais em tempo singular. Mulher nenhuma é uma máquina programada pra parir, cada natureza funciona de um jeito.
Nem sempre é assim! O seu corpo nesse período te dá sinais em tempo singular. Mulher nenhuma é uma máquina programada pra parir, cada natureza funciona de um jeito.
(16/08/2015) 36 semanas -
Domingo a noite, meu tampão mucoso começou a sair. Era bem pouquinho mas eu sabia q aquilo não era apenas uma “umidade” da gravidez. Permaneceu saindo, toda ida ao banheiro eu notava ele no papel.
Fiquei com medo pois com 36 semanas se Julia nascesse seria prematura, mas descobri vendo no Googleráculo q o tampão pode ficar semanas saindo até a grande hora.
Fiquei com medo pois com 36 semanas se Julia nascesse seria prematura, mas descobri vendo no Googleráculo q o tampão pode ficar semanas saindo até a grande hora.
- (19/8/2015) 37 semanas -
Era uma quarta-feira e eu comecei a sentir muitas contrações de treinamento ( pra quem não sabe, contração de treinamento é apenas um treinamento do seu corpo pro dia em que ela será real. Não dói e geralmente acontece poucas vezes durante o dia e não são ritmadas) e uma indisposição terrível. Não conseguia levantar da cama pra nada e estava bem assustada com as contrações já que foram muitas vezes no dia apesar de indolores. Liguei pra minha mãe ir pra minha casa me ajudar e vigiar já q Luizinho trabalha o dia todo e a noite foi invertar de ser artista rs
Passei o dia monitorando as contrações até que elas pararam, mas eu ainda me sentia bem indisposta e só queria cama, parecia q uma força me puxava pra baixo.
Passei o dia monitorando as contrações até que elas pararam, mas eu ainda me sentia bem indisposta e só queria cama, parecia q uma força me puxava pra baixo.
- (21/08/15) 37 semanas -
Sexta feira e eu tinha consulta com meu GO. Acordei com cólica e a tal contração que não doía mas era bem incômoda. Não falei nada pro Luizinho e fui quieta no carro pra consulta. Chegando lá quase não consigo sair do carro com dor e pressão, muita pressão na pelve (fora o peso q eu ja estava q não ajudava muito).
Na consulta falei pro médico o que eu tava sentindo e ele decidiu fazer um toque pra ver se havia alguma dilatação e surpresa! 2cm! Saindo de lá ele me alertou a vigiar as dores e caso aumentasse ir logo pra um hospital pois eu estava dilatando.
Pois bem, a noite chegou e as dores ainda bem chatas. Luizinho tinha show no dia e eu falei pra ele não ir e ficar comigo em casa pq eu tava com medo. Foi ficando mais tarde e a dor me incomodando, então resolvemos ir pra o hospital de Rio das Ostras mesmo já que eu tava dilatando e com dor, não poderíamos demorar. (Sendo que eu tinha escolhido parir no Hospital Municipal da Mulher em CF, mas tava realmente assustada com os 2cm).
Que arrependimento!
Chegamos no Hospital de RO e depois de um exame de toque completamente bruto e desumano de um médico plantonista, descobri q os 2cm permaneciam, mas como eu tava com cólica e contração mesmo q fraca resolveram me internar.
Lembro que na hora q o tal médico açougueiro me falou da internação eu só conseguia sentir medo, sai da sala de avaliação e cai no choro. Abraçava o Luizinho q estava do lado de fora e chorava, me senti completamente sem chão.
Dei entrada na internação, e na troca de roupa notei muito tampão na calcinha e sangue. Ou seja, o toque do médico conseguiu acelerar um processo q talvez não tinha q acontecer.
A sala de pré-parto do Hospital era mista, mas mista mesmo, tinha gente saudável, gente abortando gritando de dor, gente internada com infecção a dias, e um monte de enfermeiras que não faziam silêncio e não respeitavam a ngm em nenhum minuto. Dei entrada no Hospital as 22h da noite e sabia q a madrugada seria longa e só rezava pra hora passar e o plantão trocar pra eu não ter q receber o toque daquele médico de novo.
Foi a pior noite da minha vida! Eu sentia dor e não podia andar nem levantar por conta de um acesso e um soro com buscopan preso numa maca, e era ali que eu tinha de ficar.
Eu chorava e acariciava minha filha na barriga e falava baixinho com ela que ia ficar td bem. Pensava “poxa, uma coisa que devia ser tão feliz, a chegada da minha filha, está se tornando um pesadelo.”
A noite passou, amanheceu o dia e o plantão trocou. Haviam duas médicas atendendo e as duas completamente estressadas pois o hospital estava cheio de pós parto e não tinha mais leito. Uma delas veio me examinar. Fria, antipática me examinou e disse com uma cara de desprezo “Você não tá dilatada, colo do útero altíssimo. Pq te internaram?”
Oi? E os 2cm que foram constatados 2 vzs no dia anterior? Sumiram? Como assim? E essa dor q eu to sentindo?
Ela bem irritada pediu uma ultra pra ver como Julia estava e dependendo do resultado ela encaminharia pra cesárea ou daria alta.
Eu me tremia de medo! Não queria estar ali, não queria imaginar uma cesárea e estava bem decepcionada de ouvir um “vc não esta dilatando”.
Depois da ultra vi que estava tudo bem com a Julia e fiquei tranquila. Perguntei a médica se podia me dar alta já q estava td bem e eu não tava em trabalho de parto. Ela olhou pra mim e disse “ Eu não posso te dar alta pq não fui eu que te internei. Vc vai ficar em observação. ”
Eu tava tão cansada de estar ali, apesar de ter sido só uma noite, parecia q eu tava ali a semanas. Deitei na maca e peguei no sono. Acordei com a bruaca me dando alta. Graças a Deus! Minha mãe subiu pra me buscar e qnd vi o Luizinho na recepção suspirei. (apesar dele estar com uma carinha triste, afinal, todos estavam achando que Julia nasceria naquela noite.) Fui pra casa e recebi muito amor, eu precisava depois da noite traumática.
Na consulta falei pro médico o que eu tava sentindo e ele decidiu fazer um toque pra ver se havia alguma dilatação e surpresa! 2cm! Saindo de lá ele me alertou a vigiar as dores e caso aumentasse ir logo pra um hospital pois eu estava dilatando.
Pois bem, a noite chegou e as dores ainda bem chatas. Luizinho tinha show no dia e eu falei pra ele não ir e ficar comigo em casa pq eu tava com medo. Foi ficando mais tarde e a dor me incomodando, então resolvemos ir pra o hospital de Rio das Ostras mesmo já que eu tava dilatando e com dor, não poderíamos demorar. (Sendo que eu tinha escolhido parir no Hospital Municipal da Mulher em CF, mas tava realmente assustada com os 2cm).
Que arrependimento!
Chegamos no Hospital de RO e depois de um exame de toque completamente bruto e desumano de um médico plantonista, descobri q os 2cm permaneciam, mas como eu tava com cólica e contração mesmo q fraca resolveram me internar.
Lembro que na hora q o tal médico açougueiro me falou da internação eu só conseguia sentir medo, sai da sala de avaliação e cai no choro. Abraçava o Luizinho q estava do lado de fora e chorava, me senti completamente sem chão.
Dei entrada na internação, e na troca de roupa notei muito tampão na calcinha e sangue. Ou seja, o toque do médico conseguiu acelerar um processo q talvez não tinha q acontecer.
A sala de pré-parto do Hospital era mista, mas mista mesmo, tinha gente saudável, gente abortando gritando de dor, gente internada com infecção a dias, e um monte de enfermeiras que não faziam silêncio e não respeitavam a ngm em nenhum minuto. Dei entrada no Hospital as 22h da noite e sabia q a madrugada seria longa e só rezava pra hora passar e o plantão trocar pra eu não ter q receber o toque daquele médico de novo.
Foi a pior noite da minha vida! Eu sentia dor e não podia andar nem levantar por conta de um acesso e um soro com buscopan preso numa maca, e era ali que eu tinha de ficar.
Eu chorava e acariciava minha filha na barriga e falava baixinho com ela que ia ficar td bem. Pensava “poxa, uma coisa que devia ser tão feliz, a chegada da minha filha, está se tornando um pesadelo.”
A noite passou, amanheceu o dia e o plantão trocou. Haviam duas médicas atendendo e as duas completamente estressadas pois o hospital estava cheio de pós parto e não tinha mais leito. Uma delas veio me examinar. Fria, antipática me examinou e disse com uma cara de desprezo “Você não tá dilatada, colo do útero altíssimo. Pq te internaram?”
Oi? E os 2cm que foram constatados 2 vzs no dia anterior? Sumiram? Como assim? E essa dor q eu to sentindo?
Ela bem irritada pediu uma ultra pra ver como Julia estava e dependendo do resultado ela encaminharia pra cesárea ou daria alta.
Eu me tremia de medo! Não queria estar ali, não queria imaginar uma cesárea e estava bem decepcionada de ouvir um “vc não esta dilatando”.
Depois da ultra vi que estava tudo bem com a Julia e fiquei tranquila. Perguntei a médica se podia me dar alta já q estava td bem e eu não tava em trabalho de parto. Ela olhou pra mim e disse “ Eu não posso te dar alta pq não fui eu que te internei. Vc vai ficar em observação. ”
Eu tava tão cansada de estar ali, apesar de ter sido só uma noite, parecia q eu tava ali a semanas. Deitei na maca e peguei no sono. Acordei com a bruaca me dando alta. Graças a Deus! Minha mãe subiu pra me buscar e qnd vi o Luizinho na recepção suspirei. (apesar dele estar com uma carinha triste, afinal, todos estavam achando que Julia nasceria naquela noite.) Fui pra casa e recebi muito amor, eu precisava depois da noite traumática.
- (24/08/2015) 38 semanas -
Tentei ligar pro meu médico pra falar com ele do que tinha acontecido e não consegui. Mandei uma mensagem no whatsapp e assim q ele viu marcou uma consulta pra quarta-feira. Disse que a médica provavelmente se equivocou em dizer que eu não estava em trabalho de parto. As tais contrações estavam bem espaçadas mas a cólica tinha aumentado.
- O PARTO -
- (26/08/2015) 38 semanas -
Na madrugada de 25 pra 26/08 eu comecei a sentir contrações fortes e com dor de 10-10 min. Eu estava sozinha em casa e resolvi esperar o máximo pra avisar ao Luizinho já q ele estava tocando nessa noite. Fiquei na bola de pilates e banho quente a noite toda, até q diminuiram pra 5-5 min. Luizinho chegou em casa umas 4h e eu falei com ele das dores e que dessa vez eram diferentes. Ficamos em casa o máximo que consegui e quando deu 6h eu liguei pra minha mãe e avisei pra ela se arrumar que passaríamos lá e íamos pra maternidade, dessa vez Cabo Frio. Eu sabia que tava na hora.
No caminho eu sentia as contrações muito fortes e temia não ter saído dos 2cm de dilatação. Eu tava com muita fome e só pensava em parar em alguma padaria pra tomar café kkkkk mesmo com as contrações.
Chegamos em Cabo Frio, enfim tomei café e demos entrada no hospital. De cara veio uma enfermeira fofa nos receber, ela viu meu estado e já foi me escorando até o banco de espera pra avaliação médica.
O médico que me avaliaria me lembrou o açougueiro de Rio das Ostras e eu rezando pra que ele não me machucasse já que eu ja estava com muita dor. E para minha surpresa o médico foi super gentil, conversou comigo, me distraía nas contrações até q foi me examinar e… 3cm de dilatação. Pensei “meu Deus, todos esses dias de dor e só 3cm?”
Me internaram.
Minha mãe ficou comigo de acompanhante, subimos para sala de pré parto. Tudo bem organizado, enfermeiras e doulas dando auxílio a todas e uma cabine pra cada parturiente e acompanhante.
Em uma hora uma médica veio avaliar e eu ainda nos 3cm. Me botaram na ocitocina e em minutos eu vi o mundo girar. Eu sabia que o tal “sorinho” acelerava o processo, mas nao tinha ideia da dor. Nos intervalos das contrações eu conseguia brincar e falar com a minha mãe, ficava na bola de pilates e no cavalinho, minha mãe massageando.
As dores aumentavam, eu já não conseguia levantar da cama, não queria falar, não queria ouvir, minha mãe tentava me massagear mas parecia que doía mais quando ela enconstava em mim.
Mais uma avaliação médica e nesse toque eu vi a mão da médica com muito sangue e tampão mucoso. Fiquei com medo mas pensei estar mais perto do que eu imaginava de ter minha filha nos braços. A médica depois do toque disse “4cm, bolsa íntegra, vamos estourar!” Eu não tava muito satisfeita com aquilo pois queria o parto mais natural possível, mas algo me dizia pra deixar aquilo acontecer. A médica foi buscar o aparelho pra estourar minha bolsa e antes que ela pegasse, quando pôs a mão pra avaliar, ploft! minha bolsa estorou sem muita dificuldade e sem ter q usar qlr aparelho. Foi aí que começou o grande momento.
No caminho eu sentia as contrações muito fortes e temia não ter saído dos 2cm de dilatação. Eu tava com muita fome e só pensava em parar em alguma padaria pra tomar café kkkkk mesmo com as contrações.
Chegamos em Cabo Frio, enfim tomei café e demos entrada no hospital. De cara veio uma enfermeira fofa nos receber, ela viu meu estado e já foi me escorando até o banco de espera pra avaliação médica.
O médico que me avaliaria me lembrou o açougueiro de Rio das Ostras e eu rezando pra que ele não me machucasse já que eu ja estava com muita dor. E para minha surpresa o médico foi super gentil, conversou comigo, me distraía nas contrações até q foi me examinar e… 3cm de dilatação. Pensei “meu Deus, todos esses dias de dor e só 3cm?”
Me internaram.
Minha mãe ficou comigo de acompanhante, subimos para sala de pré parto. Tudo bem organizado, enfermeiras e doulas dando auxílio a todas e uma cabine pra cada parturiente e acompanhante.
Em uma hora uma médica veio avaliar e eu ainda nos 3cm. Me botaram na ocitocina e em minutos eu vi o mundo girar. Eu sabia que o tal “sorinho” acelerava o processo, mas nao tinha ideia da dor. Nos intervalos das contrações eu conseguia brincar e falar com a minha mãe, ficava na bola de pilates e no cavalinho, minha mãe massageando.
As dores aumentavam, eu já não conseguia levantar da cama, não queria falar, não queria ouvir, minha mãe tentava me massagear mas parecia que doía mais quando ela enconstava em mim.
Mais uma avaliação médica e nesse toque eu vi a mão da médica com muito sangue e tampão mucoso. Fiquei com medo mas pensei estar mais perto do que eu imaginava de ter minha filha nos braços. A médica depois do toque disse “4cm, bolsa íntegra, vamos estourar!” Eu não tava muito satisfeita com aquilo pois queria o parto mais natural possível, mas algo me dizia pra deixar aquilo acontecer. A médica foi buscar o aparelho pra estourar minha bolsa e antes que ela pegasse, quando pôs a mão pra avaliar, ploft! minha bolsa estorou sem muita dificuldade e sem ter q usar qlr aparelho. Foi aí que começou o grande momento.
Logo depois de estourar a bolsa a médica continuou “com a mão lá dentro”. Mexe pra cá, mexe pra lá, e nessa hora eu já não tinha mais intervalo de contração, a dor era constante e me tirava dali, eu não conseguia enxergar direito o que acontecia, não via a minha mãe e ela estava bem do meu lado, me contorcia.
A médica chamou uma outra médica e a pediu pra avaliar também.
Elas começaram a falar em códigos e abreviações e aquilo começou a me irritar, então eu perguntei em meio a dor “ Pq vcs estão falando em códigos, o que que é isso?” Elas diziam uma sigla (não lembro muito bem qual era a sigla), que significava que eu teria que fazer uma cesárea pois Julia estava empurrando para a saída, mas minha bacia não dilatou pra que ela passasse. Minha filha queria nascer e ao invés de descer eu a sentia subir.
“Querida, vc terá que fazer uma cesárea pois sua filha é grande demais pra sua bacia.”
A dor que me tirava dali deu espaço ao desespero. Eu chorava com muita tristeza, e repetia sem parar “Eu não consegui mãe!”
Minhã mãe segurava minha mão e fazia carinho na minha cabeça e falava coisas pra me confortar, mas eu não conseguia assimilar uma palavra, só lembro da frase “Sua filha quer nascer Bia! Fica firme!” Essa frase bastou. Fiquei com medo, sentia muita dor, e depois de ser informada que seria operada foi tudo muito rápido. A enfermeira doula do hospital ficou do meu lado o tempo todo, e eu deitada na maca reta só conseguia vê-la. Nessa hora as contrações vinham com toda força, e junto com meu medo parecia doer mais.
Meu campo de visão era o teto e algumas pessoas que nem me lembro o rosto. No caminho da sala de cirurgia a doula me disse que Luizinho estava subindo pra entrar na sala comigo. Fiquei mais aliviada, mas não conseguia esboçar nenhuma reação a não ser da dor das contrações.
Eu sofri. Sofri por estar ali naquela sala fria sem ver ninguém, sofri pra tomar a anestesia, estava triste por estar ali. A anestesista viu a tristeza no meu rosto e tentava conversar comigo pra me distrair e eu não queria papo, só ficava perguntando a ela o que ela estava fazendo o tempo todo e a informava das minhas alergias. Ah, ainda tem essa. Eu sou alérgica a os dois medicamentos que eu deveria tomar no pós parto.
Enfim anestesia tomada, corte feito, aí sim deixaram o Luizinho entrar na sala. Eu não conseguia ver o rosto dele por causa da máscara, mas via os olhos dele e bastou. O cara sabe sorrir com o olhos, os mesmos olhos que me encantaram a 3 anos atrás, e aquilo me passou uma paz, a paz que eu precisava.
Eu “senti” me cortarem, e senti a Julia saindo. Não vimos nada por conta da cortina, mas ouvimos a passarinha cantar assim q saiu do ninho. Ela chorou forte e nós tb, mesmo sem vê-la.
A pediatra passou com ela do meu lado e eu a vi muito rápido. Eu perguntei pro Luizinho “Como ela é? Ela tem cabelo?” Luizinho me respondeu “Ela é linda! Muito cabelo!”
Trouxeram ela pra mim e eu pude sentir pela primeira vez minha cria.
Fui pra sala do pós parto com uma tremedeira horrível e sem entender que era da anestesia. Acho q levou uns 20min pra trazerem ela pra mim. 20 min q pra mim foi a eternidade. Foi quando a enfermeira veio com aquele pacotinho lindo (La no HMM eles pedem um kit com roupa e manta do bebê logo na internação, daí qnd nasce ja vai linda e arrumada pra vc. Sem banho. Banho só no dia seguinte).
Julia foi posta direto no meu peito, e já sabia mamar por incrível q pareça. Parece instintivo e é… mas nem tanto. (Amamentação- Essa minha experiencia será relatada depois em outra.)
Logo subiram minha mãe e Luizinho e tudo ficou lindo. Apesar da tremedeira, do mal estar da posição, eu tava feliz de tudo ter corrido bem e minha filha tava ali, mamando, saudável e linda.
A médica chamou uma outra médica e a pediu pra avaliar também.
Elas começaram a falar em códigos e abreviações e aquilo começou a me irritar, então eu perguntei em meio a dor “ Pq vcs estão falando em códigos, o que que é isso?” Elas diziam uma sigla (não lembro muito bem qual era a sigla), que significava que eu teria que fazer uma cesárea pois Julia estava empurrando para a saída, mas minha bacia não dilatou pra que ela passasse. Minha filha queria nascer e ao invés de descer eu a sentia subir.
“Querida, vc terá que fazer uma cesárea pois sua filha é grande demais pra sua bacia.”
A dor que me tirava dali deu espaço ao desespero. Eu chorava com muita tristeza, e repetia sem parar “Eu não consegui mãe!”
Minhã mãe segurava minha mão e fazia carinho na minha cabeça e falava coisas pra me confortar, mas eu não conseguia assimilar uma palavra, só lembro da frase “Sua filha quer nascer Bia! Fica firme!” Essa frase bastou. Fiquei com medo, sentia muita dor, e depois de ser informada que seria operada foi tudo muito rápido. A enfermeira doula do hospital ficou do meu lado o tempo todo, e eu deitada na maca reta só conseguia vê-la. Nessa hora as contrações vinham com toda força, e junto com meu medo parecia doer mais.
Meu campo de visão era o teto e algumas pessoas que nem me lembro o rosto. No caminho da sala de cirurgia a doula me disse que Luizinho estava subindo pra entrar na sala comigo. Fiquei mais aliviada, mas não conseguia esboçar nenhuma reação a não ser da dor das contrações.
Eu sofri. Sofri por estar ali naquela sala fria sem ver ninguém, sofri pra tomar a anestesia, estava triste por estar ali. A anestesista viu a tristeza no meu rosto e tentava conversar comigo pra me distrair e eu não queria papo, só ficava perguntando a ela o que ela estava fazendo o tempo todo e a informava das minhas alergias. Ah, ainda tem essa. Eu sou alérgica a os dois medicamentos que eu deveria tomar no pós parto.
Enfim anestesia tomada, corte feito, aí sim deixaram o Luizinho entrar na sala. Eu não conseguia ver o rosto dele por causa da máscara, mas via os olhos dele e bastou. O cara sabe sorrir com o olhos, os mesmos olhos que me encantaram a 3 anos atrás, e aquilo me passou uma paz, a paz que eu precisava.
Eu “senti” me cortarem, e senti a Julia saindo. Não vimos nada por conta da cortina, mas ouvimos a passarinha cantar assim q saiu do ninho. Ela chorou forte e nós tb, mesmo sem vê-la.
A pediatra passou com ela do meu lado e eu a vi muito rápido. Eu perguntei pro Luizinho “Como ela é? Ela tem cabelo?” Luizinho me respondeu “Ela é linda! Muito cabelo!”
Trouxeram ela pra mim e eu pude sentir pela primeira vez minha cria.
Fui pra sala do pós parto com uma tremedeira horrível e sem entender que era da anestesia. Acho q levou uns 20min pra trazerem ela pra mim. 20 min q pra mim foi a eternidade. Foi quando a enfermeira veio com aquele pacotinho lindo (La no HMM eles pedem um kit com roupa e manta do bebê logo na internação, daí qnd nasce ja vai linda e arrumada pra vc. Sem banho. Banho só no dia seguinte).
Julia foi posta direto no meu peito, e já sabia mamar por incrível q pareça. Parece instintivo e é… mas nem tanto. (Amamentação- Essa minha experiencia será relatada depois em outra.)
Logo subiram minha mãe e Luizinho e tudo ficou lindo. Apesar da tremedeira, do mal estar da posição, eu tava feliz de tudo ter corrido bem e minha filha tava ali, mamando, saudável e linda.
- O PÓS PARTO -
Meu pós parto foi bem dolorido. Se eu tivesse que resumir meu parto em uma palavra seria “dor”.
Julia nasceu as 11:16 am, e no mesmo dia, a noite vc precisa levantar pra comer e tomar banho. Eu fui informada disso e fiquei super feliz de saber q ia poder levantar e pegar minha filha direito.
Não sabia o que me aguardava. Eu tava sentindo uma dorzinha do pós anestésico, mas quando me levantaram da maca, meu deus!!! Parecia que todos os meus órgãos iam sair por onde a Julia entrou rsrs
Não consegui andar, e precisei de 3 pessoas pra me dar banho e me apoiar pra andar. Tive que tomar um remédio mais forte na veia durante o banho mesmo pq não aguentava.
Tiraram a minha sonda e eu fiquei em pânico de pensar q teria q levantar pra fazer xixi.
No dia seguinte eu já estava melhor, conseguia me mover e andar melhor mas sempre fazendo tudo lentamente.
No 3o dia, dia da alta, eu já estava bem melhor, consegui fazer tudo e até ajudar no banho da Juju.
Toda dor e sacrifício valeu a pena e por ela, só por ela eu passaria por tudo outra vez.
Julia nasceu as 11:16 am, e no mesmo dia, a noite vc precisa levantar pra comer e tomar banho. Eu fui informada disso e fiquei super feliz de saber q ia poder levantar e pegar minha filha direito.
Não sabia o que me aguardava. Eu tava sentindo uma dorzinha do pós anestésico, mas quando me levantaram da maca, meu deus!!! Parecia que todos os meus órgãos iam sair por onde a Julia entrou rsrs
Não consegui andar, e precisei de 3 pessoas pra me dar banho e me apoiar pra andar. Tive que tomar um remédio mais forte na veia durante o banho mesmo pq não aguentava.
Tiraram a minha sonda e eu fiquei em pânico de pensar q teria q levantar pra fazer xixi.
No dia seguinte eu já estava melhor, conseguia me mover e andar melhor mas sempre fazendo tudo lentamente.
No 3o dia, dia da alta, eu já estava bem melhor, consegui fazer tudo e até ajudar no banho da Juju.
Toda dor e sacrifício valeu a pena e por ela, só por ela eu passaria por tudo outra vez.




1 comentários:
Cada parto é um parto mesmo, tive em Rio das Ostras, fui SUPER BEM tratada, fizeram cesaria pq cheguei lá com uma ultra onde dizia que eu estava com perda de líquido, não senti dor nenhuma de parto, nem antes nem depois da cesaria, hoje minha bebê tem 3 meses e meu parto e pós parto foram perfeitos... Chorei lendo, é tão gostoso
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